quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
FERRERO ROCHER
Preparado pelos Professores Veranise J. C. Dubeux e Daniel Kamlot, da ESPM-RJ.
Recomendado para as disciplinas de: Marketing Estratégico, Marketing de Varejo,
Composto de Marketing.
Este caso foi escrito inteiramente a partir de informações cedidas pela empresa e outras fontes mencionadas no tópico “Referências”.
Central de Cases
FERRERO ROCHER
RESUMO
A Ferrero Rocher, empresa de origem italiana presente no Brasil desde 1994, é conhecida por diversos produtos que fabrica, em particular, o bombom Ferrero Rocher. Este estudo de caso tem como foco a análise do composto de marketing desse produto de sucesso, e aborda, para ampliação do conhecimento a respeito do produto, resultados de pesquisa realizada em campo sobre a frequência do consumo, as ocasiões de consumo e critérios de escolha do produto por parte de seus consumidores. É citada ainda a evolução da empresa e de seus produtos no Brasil. O caso sugere questões para discussão com base nos conhecimentos agregados em sua leitura, os quais podem fornecer familiaridade, compreensão e informações adicionais sobre conceitos relacionados ao assunto, tais como miopia em marketing, além de conceitos básicos como os “4 Ps” do marketing.
PALAVRAS-CHAVE
Chocolates, Ferrero Rocher, composto de marketing, bombons.ntral de Cases 4
Empresa Ferrero – Origens e evolução
A empresa Ferrero iniciou suas atividades na cidade italiana de Alba, em 1946. Por causa da Segunda Guerra Mundial, recém-terminada, o país atravessava uma grande crise econômica e social e a população precisava de produtos a preços acessíveis, porém havia poucos recursos e também era observada escassez de chocolate.
Esses motivos fizeram com que Pietro Ferrero, um confeiteiro local, utilizasse em sua produção as avelãs, existentes em abundância no noroeste da Itália, para lançar o primeiro produto da Ferrero, a pasta Giandujot, antecessora da hoje famosa Nutella.
Durante os primeiros anos da empresa, o irmão de Pietro, Giovanni Ferrero, foi o responsável pelas vendas, que abrangiam toda a Itália. A divulgação da empresa era realizada pelos próprios veículos que faziam as entregas dos produtos.
Em 1956 foi inaugurada a primeira sede internacional da empresa, na cidade alemã de Allendort. Logo após a inauguração, foi lançado o segundo produto da empresa, o bombom com licor de cereja Ma Chéri. Em 1957, Michele Ferrero, de 20 anos de idade, filho de Pietro e Piera, assumiu a Ferrero e foi o responsável pelo crescimento da companhia no mercado global.
Em 1958, outra sede foi inaugurada, na Bélgica, e dois anos mais tarde, na França. Poucos anos depois, a empresa já atendia toda a Europa e a demanda por produtos Ferrero crescia fortemente. Em 1963, a pasta Giandujot, que já havia passado por algumas modificações em sua receita desde seu lançamento, passou a se chamar Nutella, nome que persiste até os dias atuais. Nessa época, um quilo de chocolate era seis vezes mais caro do que um quilo de Nutella, e devido a esse motivo o produto se tornou muito popular.
Em 1968, a empresa lançou a linha Kinder e, um ano depois, a linha Tic-Tac.
Em 1969, uma nova sede foi aberta nos Estados Unidos, dando início assim à expansão
da empresa no mercado mundial. Logo em seguida foram também inauguradas filiais
no Canadá, na América Latina, na Ásia e na Austrália. Em 1980, a Ferrero já estava presente nos cinco continentes e, dois anos mais tarde, um grande lançamento foi o responsável por aumentar ainda mais suas vendas, o bombom Ferrero Rocher.
No ano de 2008, a empresa Ferrero atuava no seguinte cenário: já se encontrava na terceira
geração da família, oferecia 50 produtos diferentes, 29 sedes, sendo 18 somente na Europa, 17 fábricas e mais de 19 mil funcionários em todo o mundo, segundo dados da empresa(2008).
Alguns números da empresa: todos os produtos passam por 30 setores de controle de qualidade, são produzidas anualmente 700.000 toneladas de produtos, e para sua produção anual são necessárias 70.000 toneladas de cacau, 102.000 toneladas
de leite e 56.000 toneladas de avelãs. A empresa fechou o período 2005-2006 com 5,6 bilhões de euros, o que representou um crescimento de 10,1% em relação a 2004-2005.
A Ferrero define como sua missão oferecer produtos com a melhor qualidade,
atentando aos detalhes, com os mais finos ingredientes e modernos métodos de fabricação e um eficiente sistema de distribuição para que o produto chegue sempre fresco ao consumidor.
Entre as marcas da empresa Ferrero destacam-se as seguintes: Nutella, Ferrero Rocher, Tic-tac, Kinder, Raffaello, Mon Chéri, Pocket Coffee, Fiesta e Gran Soleil.
A Ferrero no Brasil
A Ferrero está presente no Brasil desde o ano de 1994, com sua sede comercial na cidade de Curitiba, capital do Paraná. O primeiro produto lançado foi o Kinder Ovo e, graças à imensa receptividade brasileira, a empresa foi crescendo no país e agregando mais produtos à sua linha. Em 1995 vieram o Ferrero Rocher, o Tic Tac e o Kinder Bueno.
Em julho de 1997, a Ferrero iniciou sua produção no Brasil, em Poços de Caldas, Minas Gerais que, além do mercado interno, atende também países como Alemanha, Argentina, Canadá, México, França, Itália, Equador, Rússia e Estados Unidos.
Em 2007, o faturamento da empresa foi de R$ 350 milhões, colocando a subsidiária brasileira da Ferrero na décima nona posição entre os sessenta países em que a multinacional italiana está presente (Gazeta Mercantil, 2008).Central de Cases 6
Após quatorze anos de atuação no Brasil, a Ferrero pretende ampliar sua atuação e, para isso, está colocando em prática um plano de expansão que prevê o aumento de produção da fábrica, a ampliação do quadro de vendedores próprios e de distribuidores terceirizados, e também o lançamento de produtos. Pietro Cornero, executivo italiano que está à frente da operação no Brasil desde 2001, informou que o objetivo é colocar o Brasil entre os dez maiores mercados em faturamento do grupo em um prazo de até cinco anos, segundo a Gazeta Mercantil (2008).
Segundo Cornero (apud Gazeta Mercantil, 2008), em 2007 o crescimento foi de 26%, com previsão de alta para os anos seguintes em torno de 35%. A capacidade de produção é de 10 mil toneladas de chocolate por ano, sendo 30% para exportação.
Os outros produtos que a empresa comercializa no Brasil são importados do Equador (Tic Tac), da Argentina (Kinder Ovo e Maxi) e da Itália (Kinder Bueno). Ainda segundo Cornero, as prioridades para a fábrica brasileira são a expansão da linha de preparação de wafers e da linha de produção de Nutella, que deve ser duplicada em até dois anos.
A empresa está estudando alternativas para realizar uma extensão da fábrica de Poços de Caldas, o que deve acontecer até 2013. Em relação às vendas da empresa no Brasil, 70% são resultado do desempenho dos seus quatro principais produtos:
Ferrero Rocher, Kinder Ovo, Tic-Tac e Nutella. Os 30% restantes são divididos entre os outros produtos da marca Kinder e das vendas de Páscoa, que somente em 2007 fechou o período com participação de 6,5% do mercado (Gazeta Mercantil, 2008).
De acordo com Cornero, um novo produto deve ser lançado a cada dois anos no Brasil. Essa será a estratégia para alcançar os mercados do Norte e Nordeste, que ainda não comercializam a maior parte do portfólio da empresa em virtude das altas temperaturas durante todo o ano, o que dificulta o transporte e a conservação de produtos.
A exceção fica por conta das pastilhas Tic-Tac e do Kinder Joy, lançado em 2007 já com características próprias para ser comercializado em todo o Brasil, independentemente das condições climáticas, pois o chocolate em questão possui embalagem de plástico e recheio derretido, o que não compromete a conservação, mesmo em locais com temperaturas elevadas.
No mundo todo, a Ferrero possui hoje cerca de 60 produtos; no Brasil são treze. “Nosso objetivo é ter um portfólio em que o verão não seja um problema”, explicou Pietro Cornero. Segundo dados da ACNielsen (apud Gazeta Mercantil, 2008), a Ferrero possui atualmente 5,4% do mercado total de chocolates.
O bombom Ferrero Rocher é um dos líderes de vendas da empresa, como já informado. É relevante analisá-lo por intermédio do grupo de variáveis controláveis de marketing que a empresa utiliza para produzir a resposta que deseja do mercadoalvo, ou seja, por meio dos chamados quatro Ps de marketing: produto, promoção, praça e preço (Kotler e Armstrong, 1999).
O bombom Ferrero Rocher
Produto
Segundo Churchill e Peter (2005), alguns aspectos da estratégia de produto que podem afetar o comportamento de compra do consumidor são a novidade do artigo, sua complexidade e sua qualidade percebida. A aparência física do produto, bem como sua embalagem e rótulo, podem influenciar no processo de compra do consumidor.
O bombom Ferrero Rocher foi lançado em 1982, porém só chegou ao Brasil em 1995.
É formado por uma avelã inteira imersa em recheio de chocolate, envolvida por uma concha crocante de wafer coberta de chocolate salpicado de pequenos pedaços de avelã.
No Brasil são fabricadas embalagens de 3, 15 ou 24 unidades. Em datas comemorativas, caixas especiais também são produzidas, como a de 8 unidades em formato de coração para o Dia dos Namorados, que ainda pode ser encontrada em alguns supermercados perto de datas especiais.
Em relação à decisão de compra da embalagem de 3 unidades, segundo Parente (2000), pode-se classificar como compra por impulso, ou seja, compra não planejada, sem avaliação de necessidade e, em geral, realizada rapidamente, pois o risco percebido na compra não é tão intenso. Essas embalagens ficam expostas nos supermercados geralmente perto dos caixas, no nível dos olhos para atrair a atenção do cliente e estimular assim esse tipo de compra.
Promoção
Promoção ou comunicação de marketing pode influenciar os consumidores em todos os estágios do processo de compra. Suas mensagens podem lembrar os consumidores de que eles têm um problema, de que o produto pode resolver o problema e de que ele entrega um valor maior do que os produtos concorrentes, reforçando assim a decisão de compra (Churchill e Peter, 2005).
A imagem do bombom Ferrero Rocher está relacionada à sofisticação, principalmente por suas embalagens (individuais ou caixas para presente). Suas propagandas reforçam o conceito de um produto fino, sofisticado e de tradição.
O filme publicitário da marca denominado “O Embaixador” já ganhou diferentes versões e é veiculado em diversos países há 16 anos (Portal da Propaganda, 2008). Muito parecidos, os filmes mostram sempre alguma cena de festa de gala, em que são servidos bombons Ferrero Rocher empilhados em bandejas.
Preço
Segundo Churchill e Peter (2005), a estratégia de preço influencia o comportamento de compra quando o consumidor está avaliando alternativas e chegando a uma decisão.
Os consumidores têm, assim, duas opções: podem escolher produtos mais baratos, principalmente quando a decisão é rotineira ou limitada, ou, em decisões extensivas – de um produto de luxo, por exemplo –, podem optar por um produto de preçomais alto, o que neste caso não impediria a compra.
Para a análise de preço do bombom no Brasil foi considerada a média ponderada dos preços unitários cobrados pelas embalagens de Ferrero Rocher em quatro locais de venda:
Praça
A estratégia de marketing para tornar um produto disponível pode influenciar a ocasião e a época em que os consumidores encontrarão tal produto. Um produto amplamente disponível ou fácil de encontrar e de comprar terá, provavelmente, um maior número de consumidores. A disponibilidade é especialmente importante para a tomada de decisões rotineira ou limitada. Os tipos de canais por meio dos quais um produto é oferecido também influenciam a percepção dos consumidores quanto à imagem do produto (Churchill e Peter, 2005).
Como já explicado anteriormente, a Ferrero do Brasil enfrenta o desafio de distribuição em virtude das altas temperaturas durante todo o ano, o que dificulta o transporte e a conservação de produtos, principalmente no Norte e Nordeste. Portanto os seus distribuidores precisam ter algumas características especiais, como câmara fria para o transporte refrigerado dos produtos e informatização sobre os detalhes das vendas por todo o País.
Segundo Pietro Cornero (apud Gazeta Mercantil, 2008), atualmente os produtos da Ferrero chegam a 135.000 pontos de venda. A meta seria alcançar 200.000 em três anos. Ainda segundo Cornero, o aumento da renda da população registrado nos últimos anos tem um papel fundamental no crescimento das vendas da empresa no Brasil, mas ele crê que o mais importante será a operação que visa ampliar a presença dos produtos Ferrero nas prateleiras dos varejos de todo o País.
Esse plano passa pela ampliação do número de vendedores próprios e de distribuidores. Em 2001, a Ferrero possuía vendedores em São Paulo e no Rio de Janeiro. Hoje eles também estão presentes em cidades como Brasília, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba, e devem chegar a Recife e Salvador em breve. Além dos vendedores próprios, a ideia é acrescentar três novos distribuidores terceirizadosa cada ano (Gazeta Mercantil, 2008).
Em relação ao bombom Ferrero Rocher, sua distribuição é bem ampla, já que pode ser encontrado em supermercados, lojas de conveniência, bancas de jornal, entre outros. Porém, partindo do princípio de que a imagem que a empresa divulga do produto é de luxo e de sofisticação, a percepção do consumidor pode não estar de acordo com aquela desejada pela empresa, devido aos locais de suas vendas.entral de Cases 9
Resultados da pesquisa quantitativa
Com base em uma pesquisa quantitativa, solicitada por uma empresa de informações de mercado, sobre os consumidores brasileiros (de ambos os sexos) maiores de 12 anos do bombom Ferrero Rocher, foram obtidos os seguintes resultados.
Frequência de consumo
De acordo com os resultados apresentados, 38% consomem chocolate pelo menos uma vez por semana e 29% de duas a quatro vezes; 59% afirmaram que são os próprios responsáveis pela decisão de compra deste produto e o lugar em que mais realizam essas compras são os supermercados (40%) e as lojas de conveniência (33%), porém a maioria dos respondentes, 64%, afirmou não possuir o hábito de ter sempre chocolate em casa.
Ocasiões de consumo
Em relação às ocasiões de consumo de chocolate, 55% dos entrevistados afirmaram consumir mais chocolate quando desejam uma sobremesa e 23% quando sentem uma necessidade “incontrolável”. Os tipos de chocolate preferidos são: em barra (opção principal de 49% da amostra pesquisada) e como bombom (preferência de 22%).
A respeito do sabor, 56% dos entrevistados preferem o chocolate ao leite, seguido
do crocante, com 20%.
Observou-se ainda que, dos entrevistados que preferem consumir o chocolate como bombom e que têm como seu tipo preferido o crocante, as mulheres são maioria, sendo pertencentes às classes sociais A ou B, e com idades entre 19 e 40 anos.
Critérios de escolha do produto
Foi analisada a relevância dos seguintes atributos em um bombom: sabor, design da embalagem, qualidade, preço, tamanho, facilidade para encontrar, quantidade na embalagem, sofisticação, tradição e marca. Os atributos considerados de maior importância para o consumidor foram: o sabor, com média de 9,8, seguido pela qualidade, com média de 8,7 e na terceira posição está a marca, com 6,1. Como atributos menos importantes para a escolha na hora da compra de um chocolate, estão sofisticação, com 3,4 e design da embalagem, com 2,5.
A Ferrero foi a empresa com a segunda maior nota entre as empresas de chocolate analisadas, nota 7,0 no caso. A média geral das notas dos atributos do bombom Ferrero Rocher foi de 8,5, sendo que as notas mais altas foram atribuídas para a qualidade e para o sabor do bombom, com médias, respectivamente, de 9,4 e 9,2. Vale ressaltar que foram esses os dois atributos considerados mais relevantes em um chocolate para os entrevistados, podendo ser assim percebido que o bombom agrada a seus consumidores. Contudo, o preço é o atributo do bombom que recebeu as notas mais baixas. 56% dos entrevistados afirmaram que não consomem Ferrero Rocher em maior quantidade do que outros bombons, porém 60% afirmaram concordar que na maioria das vezes que compram o Ferrero Rocher é para presente, o que é realmente estimulado pelas embalagens tanto individuais, quanto, principalmente, pelas caixas.
Em relação à facilidade de encontrar o bombom Ferrero Rocher, foi o resultado com a maior porcentagem positiva para o bombom, 89%, o que parece relacionado a uma distribuição eficiente no mercado de atuação.
Já em relação à propaganda, a pesquisa mostrou que apenas 7% dos entrevistados nunca viram uma propaganda do bombom Ferrero Rocher no Brasil, porém a faixa etária que mais afirmou já ter visto alguma propaganda foi a situada entre 26 e 32 anos, e os que mais afirmaram não terem visto estão na faixa de 12 a 18 anos.
Quando analisado se o entrevistado considerava justo o preço cobrado pelo bombom, houve uma concordância de 46%, em que 12% concordaram totalmente e 34% concordaram em parte, enquanto o percentual de entrevistados que nem concordavam nem discordavam com a afirmação foi elevado, 30%.
Os adjetivos ou expressões mais citados para descrever o bombom Ferrero Rocher foram, em primeiro lugar, em relação ao sabor do bombom, em segundo lugar à sua sofisticação e, em terceiro lugar, foram relacionados a ser um bombom para “presentear”. Apenas 5% dessas respostas foram negativas para o bombom.
Com base em todas as informações obtidas com a pesquisa, uma análise final pode ser feita para o bombom Ferrero Rocher. A partir da análise SWOT, pode ser possível identificar suas forças e fraquezas, assim como as oportunidades e ameaças à empresa. É interessante perceber que o Brasil foi identificado como o quarto maior consumidor de chocolate do mundo em 2008, atrás apenas de Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido (Lacerda, 2008).
| Ceral de Cases 11
Questões para discussão
1. Identifique, com base nos “4 Ps do composto de marketing” (Kotler e Armstrong,
1999), em que a empresa é destaque e em que pode melhorar.
2. A partir dos dados da pesquisa de marketing que conclusões o grupo pode chegar.
3. Identifique onde poderia existir a ocorrência de miopia em marketing (Levitt, 1960)
no negócio da Ferrero, em particular em relação ao Ferrero Rocher.
Referências
CHURCHILL, Gilbert A., PETER, Paul. Marketing: criando valor para os clientes. São.
Paulo: Saraiva, 2005.
FERRERO ARGENTINA: Disponível em http://www.ferrero.com.ar. Acesso em: 30
ago.2008.
FERRERO BRASIL: Disponível em http://www.ferrero.com.br. Acesso em: 24 mai.2008.
FERRERO INGLATERRA: Disponível em http://www.ferrero.co.uk/. Acesso em: 24
mai.2008.
FERRERO ITÁLIA: Disponível em http://www.ferrero.it. Acesso
domingo, 13 de março de 2011
Erros em Campanha de TV
O marketing na vida de uma empresa é essencial, pois é com ele que elas atingem seus maiores objetivos: o seu cliente. O uso do Marketing em propaganda só cresce no mercado mundial, e com isso também cresce a procura pelo produto divulgado. Pesquisando alguns artigos sobre Marketing, encontrei este muito interessante a respeito dos erros da Propaganda da Wizard:
Erros na propaganda da Wizard
A escola de idiomas Wizard acaba de lançar uma nova campanha de TV. A história é bonitinha e tem algumas coisas legais, como:
1- Mostra que aprender inglês pode ser mais fácil e rápido do que a gente imagina;
2- Mostra que o pai, que deve ter estudado na Wizard (por isso guarda as apostilas em casa), sabe traduzir super bem um texto.
Mas repare bem algumas coisas:
2- Mostra que o pai, que deve ter estudado na Wizard (por isso guarda as apostilas em casa), sabe traduzir super bem um texto.
Mas repare bem algumas coisas:
1- O pai conta para o filho que "o caçador se escondeu na caverna e esperou o lobo ir embora". A história que o pai está lendo é a da Chapéuzinho Vermelho (pause no segundo 00:10) e a imagem da capa do livro parece ter sido tirada desse site: http://bit.ly/i0OOFv. Mas, na história original, o caçador não se esconde numa caverna e não deixa o lobo fugir... Será que ele não aprendeu inglês direito e está traduzindo errado? Além disso, que pai lê 95% de uma história (afinal o caçador só pega o lobo no finalzinho da história do Chapeuzinho vermelho) e larga o filho sem dormir e sem saber o fim da história?
2- O fato de o menino conseguir ler em inglês só usando as apostilas não dá a entender que a gente não precisa ir à escola pra aprender outro idioma?
3- O menino lê o texto com uma pronúncia bastante errada. Se por um lado, mostra a facilidade de falar rapidamente outro idioma, por outro lado... É assim que meu filho vai falar inglês se estudar na Wizard?
Vale ainda ressaltar mais três pontos sobre essa escola:
2- O fato de o menino conseguir ler em inglês só usando as apostilas não dá a entender que a gente não precisa ir à escola pra aprender outro idioma?
3- O menino lê o texto com uma pronúncia bastante errada. Se por um lado, mostra a facilidade de falar rapidamente outro idioma, por outro lado... É assim que meu filho vai falar inglês se estudar na Wizard?
Vale ainda ressaltar mais três pontos sobre essa escola:
1- Se o público-alvo de uma escola de idiomas são pessoas que ainda não falam em inglês, porque elas têm nomes em línguas estrangeiras? O que a palavra "Wizard" significa para quem só fala em português?
2- O slogan da Wizard é "Você bilíngue", ou seja, "Você falando dois idiomas". Mas a escola ensina sete idiomas. O slogan parece ser menos abrangente que o escopo de atuação da empresa, não?
3- E, para fechar com chave de ouro, deixo aqui uma homenagem ao site da Wizard, um dos mais feios e poluídos que já vi.
2- O slogan da Wizard é "Você bilíngue", ou seja, "Você falando dois idiomas". Mas a escola ensina sete idiomas. O slogan parece ser menos abrangente que o escopo de atuação da empresa, não?
3- E, para fechar com chave de ouro, deixo aqui uma homenagem ao site da Wizard, um dos mais feios e poluídos que já vi.
Abaixo segue a Campanha de TV da Wizard.
Fonte:www.mundodomarketing.com.br
sexta-feira, 11 de março de 2011
http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/bolivia-lanca-bebida-energetica-a-base-de-folha-de-coca
Investimentos | 19/01/2011 19:35
Bolívia lança bebida energética à base de folha de coca
Lançamento é nova tentativa de esvaziar a investida do governo dos Estados Unidos para retirar a planta da lista de substâncias entorpecentes
Wikimedia Commons
A Bolívia é o terceiro produtor mundial de folhas de coca, depois da Colômbia e do Peru
Com o apoio do presidente Evo Morales, empresários bolivianos lançaram uma bebida energética elaborada com folhas de coca, em uma nova tentativa de esvaziar a investida do governo dos Estados Unidos para retirar a planta da lista de substâncias entorpecentes. A apresentação da bebida Coca Brynco ocorreu faltando apenas duas semanas para a conclusão do processo de consulta solicitado por Morales junto à Organização das Nações Unidas (ONU) para descriminalizar o uso tradicional da coca.
A planta, que é sagrada para a comunidade indígena boliviana e usada pela população em infusão medicinal, mastigação e cerimônias religiosas andinas, é a principal matéria-prima para a elaboração da cocaína. "Com este produto queremos reafirmar que a folha de coca é saudável e queremos informar no âmbito internacional que esta folha é sagrada e não daninha. Devemos defender que nossa coca não é droga", disse a ministra de Desenvolvimento Rural, Nemesia Achacollo, durante o lançamento, hoje, na Bolívia.
O gerente de produção da empresa que fabrica Coca Brynco, Johnny Vargas, disse que o grupo investiu US$ 1 milhão na nova indústria. A capacidade de produção é de cinco mil litros diários da bebida. "Temos a intenção de ampliar a produção para 40 mil litros diários, dentro de dois anos, e de exportar para os países vizinhos", disse Vargas. Há dois anos, outra empresa boliviana também lançou no mercado uma bebida similar, mas o produto não decolou.
A Bolívia é o terceiro produtor mundial de folhas de coca, depois da Colômbia e do Peru. Praticamente toda a população indígena vive do trabalho nas lavouras. Quando foi eleito presidente, em 2005, Morales assumiu o compromisso de lutar pela descriminalização da planta. Mas a diplomacia norte-americana se opõe e prepara uma apresentação junto à ONU contra a iniciativa de Morales de terminar com a proibição do cultivo e uso das folhas de coca.
O governo dos EUA argumenta que, se o plantio for liberalizado, abriria um precedente para que qualquer outro país tente excluir alguma das 119 substâncias classificadas como narcóticos. A Casa Branca considera que isso seria perigoso e atentaria contra os esforços mundiais de combate ao uso de drogas. As autoridades brasileiras também se preocupam com as plantações de coca na Bolívia. A Polícia Federal estima que 80% da pasta de cocaína que entra no Brasil seja de origem boliviana.
O gerente de produção da empresa que fabrica Coca Brynco, Johnny Vargas, disse que o grupo investiu US$ 1 milhão na nova indústria. A capacidade de produção é de cinco mil litros diários da bebida. "Temos a intenção de ampliar a produção para 40 mil litros diários, dentro de dois anos, e de exportar para os países vizinhos", disse Vargas. Há dois anos, outra empresa boliviana também lançou no mercado uma bebida similar, mas o produto não decolou.
A Bolívia é o terceiro produtor mundial de folhas de coca, depois da Colômbia e do Peru. Praticamente toda a população indígena vive do trabalho nas lavouras. Quando foi eleito presidente, em 2005, Morales assumiu o compromisso de lutar pela descriminalização da planta. Mas a diplomacia norte-americana se opõe e prepara uma apresentação junto à ONU contra a iniciativa de Morales de terminar com a proibição do cultivo e uso das folhas de coca.
O governo dos EUA argumenta que, se o plantio for liberalizado, abriria um precedente para que qualquer outro país tente excluir alguma das 119 substâncias classificadas como narcóticos. A Casa Branca considera que isso seria perigoso e atentaria contra os esforços mundiais de combate ao uso de drogas. As autoridades brasileiras também se preocupam com as plantações de coca na Bolívia. A Polícia Federal estima que 80% da pasta de cocaína que entra no Brasil seja de origem boliviana.
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